DEUS X IMPERFEIÇÃO X MALDADE

POR :Criaturo
IMAGEM REAl DO TELESCÓPIO HUBBLE
IMAGEM REAL DO TELESCÓPIO HUBBLE
                              DEUS X MALDADE X IMPERFEIÇÃO

Esta intrigante questão abre as portas da filosofia, dando asas ao imaginário, são muitas as teorias tentando justificar e explicar, a imperfeição da maldade humana.Pois, insustentável seria a manutenção na crença de um Deus justo, bom e perfeito criando seres maldosos e imperfeitos.

São varias as correntes de pensamentos filosóficos e religiosos, tentando conciliar, esta que seria a grande contradição de um Deus perfeito Ter criado seres imperfeitos. Uns defendem uma criação perfeita, mas tendo como diabo o livre arbítrio sendo o verdadeiro vilão, por sua própria vontade a raça humana teria se tornado má. Outros que todos foram criados nem bons, nem maus, mas simples e ignorantes e devido ao seu livre arbítrio , tornaram-se o que são hoje. Existem também aqueles que não contentando se com a maravilhosa existência de um único Deus, resolveram criar outro com poderes semelhantes e contrários ao Deus bom, assim é que resolveram transformar o diabo do seu livre arbítrio em um ser oposto a Deus , para poderem justificar suas próprias maldade, isentando-se do pecado de querer atribui las ao seu próprio criador .

Mas insensatez, é querer justificar uma aparente contradição divina, criando–se uma contradição humana ainda maior, dizendo que um Deus perfeito e justo tenha criado um ser semelhante a ele em poderes, porem contraditoriamente seria este, o maior exemplo de um oposto divino.  Neste caso , também o livre arbítrio continuaria sendo o grande vilão depondo contra a sabedoria divina.A maldade ou imperfeição do ponto de vista divino, representa a criação de seres individuais, com pensamentos e personalidades diferentes de Deus, logo não possui o mesmo sentido pejorativo humano de uma coisa ruim e daninha a raça humana, pois este conceito do homem, elimina a crença em um Deus bom, perfeito e Justo. Mas se considerarmos que nós somos a maldade imperfeitas vindas de Deus, apesar de estarmos insinuando uma falsa aparência de humildade, este masoquismo não é sinônimo de humildade e sim de um pensamento demoníaco ou ateu em querer reprovar a sabedoria divina na imperfeição da sua criação.

Quando na verdade esta imperfeição da criação humana representa a possibilidade da nossa própria existência, isto se torna uma critica infundada contra o nosso próprio criador.

A maldade, imperfeição e diferenças individualizadas em almas são as características, que determinam e limitam as criaturas do seu perfeito criador. Elas representam apenas algo que seja diferente da perfeição divina, Portanto maldade e a imperfeição não podem ser o próprio Deus e sim apenas características que identificam aquilo que não é Deus, ou seja o imperfeito. Sim características que possibilitam a existência de seres que não sejam o próprio Deus perfeito.

Querer reprovar a imperfeição da criação divina é querer reprovar a razão que possibilita a nossa própria existência.

Principalmente quando são essas diferenças que nos deram a forma e nos tornaram seres distintos e individualizado do perfeito Deus e de todos outros seres da sua criação.

Esta é verdadeira semelhança humana com Deus! em toda a criação de um infinito universo sua alma também é Única e possui uma personalidade própria, que te identifica e distingui de todas as infinitas outras criaturas.

A grande questão é : Porque Deus não criou seres perfeitos como ele é ? Assim não teria inventado a maldade (ou seres diferentes da sua perfeição divina)?

Só é possível existir uma Única Perfeição Divina, se Deus criar outra Perfeição Divina ele apenas estaria refletindo sua imagem perfeita, e continuaria sendo ele mesmo, também não teria criado algo diferente dele com uma personalidade(alma) individualizada e distinta dele ou seja imperfeita, mas apenas teria criado pequenos reflexos dele, venerando a ele mesmo.

Deus criou filhos imperfeitos, para que pudessem existir, sendo diferentes dele e não Perfeitos robôs, dizendo sim, Amo!

Fiz propositadamente essa pergunta, do tipo: Qual a cor do cavalo branco de Napoleão?

Ou seja, a própria pergunta já contem a resposta: Se Deus tivesse criado algo perfeito como ele, Não teria criado nada !E tudo continuaria sendo ele mesmo! Pois sem a imperfeição, sem diferenças, sem criação, sem criaturas individualizadas do seu criador, sem a personalização que identifica e torna a alma humana única. Só haveria um Deus e nada mais.

Esta é a grande Maravilha da criação:

Em todo universo infinito, você é um ser Único! Não existem dois átomos totalmente idênticos!  Como o mestre Jesus ensinou muito bem, Se uma ovelha divina se afastar de Deus, ele ira procurar até conseguir resgatá-la, pois tem consciência que igual a ela não existirá outra, em todo seu infinito rebanho universal.

Entenda como alma humana todas as criaturas existentes na sua individualidade que não sejam o próprio Deus e tudo que é diferente de Deus é imperfeito.

A maldade humana representa:

Ser diferente de Deus, portanto obrigatoriamente ser imperfeito, possuir uma alma individualizada e distinta de Deus e todas as criaturas e possuir um livre-arbítrio.

A maçã no paraíso representa o dia que o homem adquiriu o livre arbítrio que lhe possibilitou adquirir conhecimento , portanto obrigando-o assumir responsabilidade pelo seus atos, imposto através do conhecimento adquirido. Ao contrario do que alguns pensam, o livre arbítrio não é um instrumento sádico divino, dado ao homem apenas para justificar uma já prevista punição futura e sim a maravilhosa prova que Deus tenha conseguido criar algo que não seja ele mesmo, ou seja seres imperfeitos, com vontade e personalidade alma próprias.

Assim é que a nossa imperfeição (maldade) como todas as coisas vieram de um único Deus, no entanto a imperfeição dos seres diferentes de Deus, é que tornaram possível a criação da nossa existência. Para existir algo que não seja o próprio Deus Perfeito, este algo tem que ser criado diferente de Deus ou seja, imperfeito:

a) Se Deus criar algo perfeito e idêntico a ele mesmo, não terá criado nada, apenas continuou existindo sua perfeição em uma personalidade única. Sem imperfeição, sem diferenças sem criação, então o que sobra é Deus.

b)Deus não consegue superar sua insuperável perfeição, criando outra personalidade alma acima da sua própria perfeição divina.

c)Deus só pode criar novos seres com personalidades diferente da sua perfeição, ou seja seres imperfeitos.

Contudo é necessário considerarmos que as diferenças criadas por Deus ficou conhecida por nós como a “maldade” da imperfeição humana, mas se existe uma diferença criada para possibilitar a nossa individualização de Deus, essa imperfeição diferente de Deus, não deve ser considerada por nós uma coisa ruim, maldosa, perniciosa, sádica ou injusta e sim como a única possibilidade da existência de seres com identidade e personalidades próprias (almas) diferentes de um Único ser perfeito Deus. Seria mesmo contraditório um Deus perfeito e justo , se arrepender de ter criado seres imperfeitos e mandar um dilúvio para extermina quase toda raça humana com a exceção de apenas uma família Noé. Mas isto também não significa que as pessoas que escreveram este relato não passaram mesmo por uma grande inundação nas terras que habitavam, devido a mudanças geográficas. Mas daí a dizer que houve mesmo um dilúvio total do planeta Terra, justificado pela fraqueza de um arrependimento divino? Isso seria como se Deus estivesse assinando um atestado da sua própria incompetência divina. Digamos que este relato bíblico testifica apenas a ignorância de um povo ao imaginarem um deus, castigando e exterminando os seus próprios filhos por puro sadismo e vingança.

Acreditar em um inferno eterno, é acusar Deus de ser um sádico, criando seres imperfeitos, só para ter o prazer de vê los sofrendo e sendo castigados pela maldade criada pôr ele mesmo. Contudo a dor , o sofrimento, trabalho e o prazer do progresso da vida individualizada em uma personalidade alma , tudo isso tornou-se possível graças a imperfeição das criaturas divinas. Isto considerando, que Deus tenha criado seres imperfeitos e lhes tenha dado o livre-arbítrio, ou seja uma alma com personalidade única de livre ação semelhante a ele .

Até aqui, espero ter sido bem claro, que se Deus tivesse criado outros seres perfeito, ele não teria criado nada, pois tudo continuaria sendo a sua própria e única perfeição existente.

Mais uma questão:

Mas então porque ele não criou seres embora imperfeitos , que fossem mais próximos da sua perfeição. Esta pequena diferença de perfeição continuaria evidenciando a existência de um perfeito criador, acima das suas criaturas?

Tudo isso continuaria respeitando a possibilidade da criação de seres distintos do criador, Mas com uma enorme vantagem: A “Maldade” que nasce nas diferenças da imperfeição, seriam menos prejudiciais e diminuiria muito o caminho entre a imperfeição humana e o Bem Comum e Universal da Perfeição Divina ? Assim supostamente a imperfeição ou a maldade dos seres da criação quase não mais existiriam ? Isto já foi respondido:

Mas melhor que “os quase perfeitos” seriam os “humanos perfeitos” e iguais a Deus certo?

Errado! Isso representaria a morte eterna na fusão de bilhões de personalidades individuais de seres imperfeitos em uma ÚNICA perfeita personalidade Deus, o que anularia a razão da existência de bilhões de personalidades almas individualizadas, que embora imperfeitas, são também únicas e representando a imagem de um criador também único. Da mesma forma, se Deus transformasse todas as personalidades de seres imperfeitos em uma única personalidade de um único ser quase perfeito chamado “Humanidade”, ele estaria reduzindo sua criação do infinito humano imperfeito , tendendo a morte eterna igualando se aoÚnico e perfeito Deus. Isto também é contrario a criação divina, pois significaria a verdadeira morte eterna de infinitas personalidades almas em uma única quase perfeita personalidade alma humana. Só a imperfeição torna possível a individualidade universal da nossa existência, agindo como uma fonte da juventude alimentando eternamente a nossa alma infantil, no prazer do trabalho do descobrimento, brincando no didático “lego divino” encontrando a desconhecida Razão Divina , participando, imitando ,entendendo e dominando as maravilhosas obras do Arquiteto do Universo.

O conhecimento perfeito e o controle absoluto eliminariam o futuro, e nos tornaria seres entediados e desmotivados .

Ser perfeito é bom é maravilhoso, é único, é Deus!

Sendo impossível Deus criar outro ser perfeito e que seja diferente dele, então podemos acreditar que tenha compensado essa diferença na sua criação imperfeita, com um prazer humano acima da perfeição Divina: O prazer de não conhecermos o futuro, do eterno trabalho pelo descobrimento da perfeição divina em todas suas obras. Sim! fatalmente o homem ao chegar ao final da sua jornada terrena, pensa: Gostaria de pegar toda minha experiência, esquece la pôr algum tempo e sentir o prazer de me tornar novamente uma criança, em busca do desconhecido futuro. Ter novamente o prazer de poder me fazer descobrir, dominar e sentir-se uma “razão” dentro do universo.

Se os pais imperfeitos da criação, muitas vezes sacrificam o seu bem estar para poderem beneficiar seus filhos, amando-os mais que a si próprios. Como nos ensinou o sábio mestre Jesus: “Vós que sois imperfeitos se seus filhos lhes pedirem um pão, não dariam uma cobra! Quanto mais o vosso Perfeito Pai Celeste, que lhes dara a vida eterna.

Não devemos imaginar, que Deus faria menos pelo seus filhos , não temos outra hipótese, a não ser considerarmos que a imperfeição humana seja o Amor Perfeito do Pai Celestial nos dando algo acima da sua própria perfeição, o prazer de não se conhecer o futuro.

Finalizo deixando uma grande questão para a qual ainda não encontrei uma tentativa de resposta coerente:

Porque Deus resolveu criar?

a) Se Deus não houvesse criado seres imperfeitos, nada mais existiria alem dele mesmo. Do ponto de vista humano isso o qualificaria como um convencido egoísta se achando um auto-suficiente.

b) Se Deus criou outros seres imperfeitos isto indica que ele não é auto-suficiente, sendo carente necessita de outros seres inferiores a ele para se sentir o todo poderoso. Se considerarmos que a hipótese acima destacada seja verdadeira, esta afirmação se torna incoerente.

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