EPICURO QUESTIONA PERFEIÇÃO DIVINA

por: Criaturo
A seguir veremos  sob o aspecto de uma nova visão filosofica, muito diferente das   já tradicionais e tão contraditorias explicações religiosas:
o que justifica A criação Divina ser Imperfeita conservando ainda  a lógica humana em um deus Perfeito.
O Filosofo grego Epicuro diz:
Deus, ou quer impedir os males e não pode, ou pode e não quer, ou não quer nem pode, ou quer e pode.
Se quer e não pode, é impotente: o que é impossível em Deus.
Se pode e não quer, é invejoso: o que, do mesmo modo, é contrário a Deus.
Se nem quer nem pode, é invejoso e impotente: portanto nem sequer é Deus.
Se pode e quer, que é a única coisa compatível com Deus, donde provém então existência dos males?
Por que razão é que não os impede?
Filosofo grego Epicuro Se pode e não quer, é invejoso: o que, do mesmo modo, é contrário a Deus.
R: Deus teria inveja do que? Já que é o dono de tudo? Da matéria? Humanidade, dos anjos em fim da sua própria criação? Isto é pura incoerência do Epicuro.

A reposta para a existência do mal ironicamente é justificada pela única possibilidade de se fazer existir  seres com personalidades próprias alma, que sejam diferentes do próprio Deus ou seja imperfeitos. Os insensatos  querem usar a imperfeição da criação divina para evidenciar uma suposta inexistência divina mas, encontram-se equivocados, visto que inconscientemente buscam pela anulação da sua própria existência, como veremos abaixo com riqueza de detalhes.

2) Se quer e não pode, é impotente: o que é impossível em Deus.  R: Para Deus tudo é possível, se Deus representa a perfeição do que é bom, o que não for ele simbolicamente representa a imperfeição do que é mal, ou seja toda a sua criação imperfeita. Necessário é entendermos o bem e o mal como uma simples referencia de conceito, assim ficará possível a diferenciação entre Deus e o resto da sua criação mas, isto só tornou-se possível graças a tão incompreendida imperfeição humana , assim não devemos considera-la algo ruim e pernicioso como um sadismo, vingança, ou também um indicio de uma suposta imperfeição divina, o que caracterizaria sua inexistência.

O Bem & Mal são dois conceitos subjetivos e dependem da situação da interpretação e principalmente do interesse de cada um dos envolvidos no fato, pôr exemplo: A chuva para um agricultor pode ser considerada uma dadiva divina, para alguém que encontra-se de ferias na praia uma insatisfação, para vitima de enchentes um verdadeiro inferno. Para o paciente a dor é considerada terrível, para o médico apenas um aviso que a sua ciência será requisitada. Para quem ficou desempregado isto é muito mal, para o seu substituto contratado isto é muito bom!

A morte para os que estão vivos normalmente é considerada um grande mal a ser lamentado e sentindo como um péssimo fato, mas para os que estão ainda pôr nascerem , a morte só representa a uma nova possibilidade de existência no planeta Terra, pois sem ela uma superpopulação tornaria a vida insuportável .

Vimos que para os mesmos fatos: chuva, dor, desemprego e a temida morte o julgamento entre o bem e o mal, será de interpretação subjetiva e da consciência pessoal dos indivíduos envolvidos na questão.

Lei da compensação: Dois corpos físicos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço, assim como duas ou mais perfeição não podem ocupar o mesmo lugar no universo, sem o risco de tornarem-se uma só Personalidade Perfeita. Isto é o que justifica a nossa imperfeição na criação divina, todos nós não poderíamos passar a ser perfeitos, pois isto significaria a morte eterna da nossa personalidade individual na fusão de um único ser perfeito. Mas como dizem: “Aquilo que  pode ser bom para mim, poderá não ser bom para você!” A perfeição pode ser muita boa para um único ser pefeito Deus, mas representaria a morte eterna para todas as suas criaturas. Mas conhecendo a natureza imperfeita das suas criaturas, Deus já sabia que seria insensatamente questionado quanto a justiça da sua única perfeição . Assim pôr não ter criado o homem apenas como sendo um reflexo robotizado da sua imagem perfeita, o compensou com algo que só um Pai de Amor Perfeito, poderia dar ao seus amados filhos, um bem que o próprio Deus não possui : A bendita ignorância humana! sim! O desconhecimento do futuro, na falta da consciência universal, a imperfeição é compensada com o prazer da vida eterna na busca pela razão do perfeito Deus. Pois ser um Deus perfeito é bom para ele, para nós sermos ele isso significaria a nossa verdadeira morte eterna. Pois a luz do sol na quantidade adequada representa vida e prazer mas,  em excesso representa desconforto e morte, no entanto para o sol a natureza da sua luz é divina e perfeita.

A imperfeição ou maldade humana deve ser vista apenas como uma referencia diferenciando Deus e as suas criaturas. É ela que torna possível a consciência da nossa existência ser individualizada do ser perfeito Deus. A imperfeição é a nossa referencia para discernirmos Deus como sendo o Bem, o homem como sendo Mal contudo, isso a que chamamos de mal é o que possibilita diferenciarmos o Perfeito do imperfeito. Considerando que a imperfeição do homem saiu de um Deus bom, o conceito de mal e imperfeição de toda a criação divina não deve ser considerada algo pernicioso, negativo, prejudicial e sim apenas uma referencia indicancando uma diferença entre o criador e suas criaturas. Essa referencia entre o bem e o mal , Deus e o homem, nos da sentido a existência humana, pois :

Sem o Deus perfeito não haveria o homem imperfeito, nem perfeito.

Sem o  bem não haveria o mal.

Sem trevas não perceberíamos a existência da luz.

Sem a imperfeição humana não perceberíamos existência de uma Perfeição Divina.

Sem dor não conheceríamos o prazer do alivio.

Sem a morte não respeitaríamos, nem amaríamos a vida.

Se fossemos únicos, não perceberíamos a existência de outros. Podemos entender o bem e o mal respectivamente como sendo a perfeição e a imperfeição na forma de duas energias vindas da mesma fonte perfeita porem, sabiamente diferenciadas pôr polaridades diferentes. A energia das criaturas possuem seu próprio poder de decisão para escolherem o caminho que desejam seguir, mesmo não sendo este o caminho mais curto, isto é o que as diferenciam uma das outras tornando as seres individuais com uma personalidade própria que alguns conhecem por alma. Assim como em eletricidade existe uma única energia negativa convencionada de elétron (filho pródigo) , ela sai sempre da fonte principal do potencial positivo (Deus), deixando sempre uma lacuna no seu lugar de origem,  abandonando sua origem perfeita e passam a vagar pelo espaço infinito, mas instintivamente se sentem atraídas pela fonte perfeita a voltarem ocupar o seu antigo espaço dentro da fonte perfeita e quanto mais distante estiverem longe de casa, mais se sentirão mal e deslocadas.No principio, a energia negativa” elétron homens” não possuíam identidade nem individualidade própria, estavam no estado de neutralidade sem o trabalho do  movimento, faziam parte da própria perfeição divina unidas em um único ser perfeito Deus, ao serem criadas , foram agraciadas com movimento e “vontade própria “, assim passaram a possuir uma personalidade alma individualizada e fazendo uso da sua vontade própria se locomoveram para longe deixando uma lacuna no seu lugar de origem,  carregando dentro de si  um sentimento instintivo  onde estiver, que ali não é o seu lugar perfeito, nem o seu  lar original e que deverá sempre tentar retornar ao paraíso original da sua perfeita existência. Essa idéia aparentemente nos apresenta um Deus sádico, que primeiro deu movimento ensinando seus inocentes filhos andarem, depois deliberadamente deixou a porta  do seu paraíso aberto  e ao vê los partindo para muito longe da sua proteção paternal e se distanciando do seu confortavel e perfeito paraiso divino, não se sensibilizou! Pelo contrario viu nisto uma grande oportunidade de poder castiga-los, do tipo: ” Filhinhos queridos, darei a voceis um saboroso sorvete para ficarem segurando e olhando-o, mas não o comam se não…….vou castiga-los eternamente!” e não admitirei ser questionado pôr isso.

Porem esta equivocada visão atéia, não representa em hipótese nenhuma a justiça divina, que generosamente tirou o seres humanos da neutralidade da perfeição divina , permitindo a eles possibilidade da existência de seres humanos ativos, com movimentos respeitando suas vontades próprias. Mas , estes como  verdadeiros “Filhos Pródigos” decidiram abandonar o seu lar divino e partindo em busca da tão sonhada felicidade. Deus tirou o homem do estado de neutralidade, agraciou-o com uma vontade própria , lhe deu uma personalidade alma capaz de diferencia-lo e identifica-lo como sendo um ser Único em todo o infinito universo, deu ao homem o prazer de ser uma eterna criança, sentindo feliz ao se ver crescendo aprendendo a descobrir a cada dia a maravilhas da criação, brincando de mine-deuses com o didatico “lego divino” a procura da perfeição, construindo sua felicidade atraves de um surpreendente futuro. Se o “o aleatório acaso “, a geração expontânea, a seleção natural o Big Bem tivessem criado o homens perfeitos, porem já maduros com pouco tempo de vida, teriam eles algum proveito nisto ?Não é a perfeição o auge da felicidade humana! Mas sim o eterno caminho a ser percorrido até ela! Nisto o autor do filme “Matrix” esta deacordo, pois na história as maquinas no principio, criaram um mundo virtual perfeito para os seres humanos, mas ironicamente eles começaram a morrer de tédio, então elas criaram um “Mundo virtual Imperfeito” e cheio de problemas para serem resolvidos e foi assim que na busca pela felicidade perfeita é que os seres humanos se realizam e desejaram continuar vivendo, pois triste é chegar até o paraíso e dizer: ” É legal, bonito , tranqüilo, mas e agora o que vou ficar fazendo por uma eternidade ? ” Se fosse o nada , melhor seria ter permanecido no nada ao invés de ter sido criado!” Voltando ao principio da criação: Abandonando voluntariamente a perfeição divina o” homem elétron” criou uma espécie de barreira natural de junção PN ( que separa e distingue a energia Positiva Deus da Negativa homem) de forma que nunca mais farão parte da mesma perfeita unicidade, pois isto vai contra o principio da criação imperfeita . Mas eternamente continuarão possuindo um desejo instintivo de querer voltar a fazerem parte da perfeição divina, este desejo instintivo alimentará sempre o desejo e o prazer do homem em possuirem uma  vida eterna. Assim eternamente  serão  atraídos pôr leis físicas e espirituais a voltarem a preencher suas  lacunas na origem da sua existencia imperfeita. Em uma bateria elétrica quando todos os elétrons voltam a ocuparem todas as lacunas, não há mais diferenças de potencial de energias (perfeição ou imperfeição), ou seja os elétrons foram neutralizados ao voltarem ocupar lacunas, isto significa que sem essa diferença de potencial energético, a bateria tornou-se neutra, ou seja os elétrons voltaram para seus lugares de origem, perdendo sua necessidade de continuar trabalhando em um eterno movimento, tornaram-se seres inúteis e neutralizados não produziram mais nada , sua bateria esta descarregada, isto seria a morte eterna para o espirito humano. O fato da raça humana ser imperfeita não justifica a imperfeição divina pelo contrario comprova a existência de uma única perfeição, pois é o fato de não sermos Deus, que justifica a possibilidade da nossa existência conter uma personalidade individual e distinta do criador.

Respondendo ao filosofo Epicuro: Deus poderia dar ao homem a sua perfeição divina, mas isto custaria ao homem a perda da sua individualidade alma neutralizando o seu ser, caracterizando assim a morte eterna, ou seja se todos possuíssem a mesma perfeição divina, obrigatoriamente pensariam e agiriam sincronizadamente. O pensamento ateu de exigir uma perfeição divina para eles como prova de um Deus perfeito e justo, imitam o equivoco do anjo Lucifer desejando ser o próprio Deus . Mas como isso significaria a fusão de todos os seres da criação em uma só perfeição chamada Deus, isto implicaria no final da existência de todas as personalidades almas distintas de Deus, ou seja o desejo pela perfeição divina seria penalizado pela inconsciência da morte eterna, isto nada mais é que um inconsciente pensamento suicida. Comparando Deus como uma fonte positiva de energia e todos os seres que saem dela afastando em um sentido contrario a sua origem vão em direção ao pólo neutro da fonte e são convencionados de energia negativa e imperfeita da fonte. Se todos conseguissem retornar ao pólo neutro da Perfeita fonte divina, logicamente perderiam seu movimento negativo (contrario ao da fonte positiva Deus) ou seja todos se tonariam neutros , sem movimentos em ações, individualidade e nem identidade própria, isto teoricamente justifica que a volta para a perfeição divina implica na verdadeira morte eterna e anulação dos seres da criação. É assim que a sabedoria e a bondade divina se multiplicam pela desigualdade da imperfeição dos seres da criação e não através do egoísmo na perfeita união em um único ser chamado DEUS. O perfeito comunismo é nocivo pois destrói as individualidades! O socialismo é divino pois permite as diferenças! Que cria a gente! E multiplica a grandeza divina!

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